quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Webnar Índia
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Angélica na Colômbia
"Vim a Bogotá para trabalhar como voluntária numa fundação que constrói casas para a população carente. Aprendi não só sobre arquitetura, como também sobre relações sociais e cultura colombiana. Ajudei famílias a realizar o sonho de ter um teto próprio e recebi sorrisos e lágrimas de gratidão."
sábado, 19 de maio de 2012
Álvaro no Egito
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Patrícia na Sérvia
Србија
Um frio percorreu minha espinha quando olhei pela janela do avião que
pousava em Belgrado no dia 6 de fevereiro de 2012: o branco da neve
cobria tudo, apenas a pista do aeroporto dava uma cor diferente ao
cenário. Chegar sozinha à capital da Sérvia em um dos dias mais frios
do ano (e dos últimos anos), sem saber o que esperar daquele lugar e
daquelas seis semanas que viriam pela frente foi certamente uma das
sensações mais impactantes da minha vida.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Carol na Índia
Sempre quando se decide fazer uma viagem – e principalmente um intercâmbio -, o assunto vira pauta familiar, do trabalho, da faculdade e qualquer outro círculo de pessoas do qual o viajante participa. E coisa boa nunca vem, né?! No meu caso, vir pra Índia era sinônimo automático de doença, pobreza, assalto, preconceito e qualquer coisa parecida.
Mas, nada melhor do que ver e viver pra saber se é ou não verdade. Então vamos lá, compartilhar o que eu já confirmei (ou não) desde que cheguei
1. “O trânsito é uma loucura”: claro que depende muito da cidade/bairro/horário. Mas de maneira geral, é um caos. Um caos completo. Não que mude muito em termos de tráfego de grandes cidades brasileiras, mas o maior problema é o barulho e a desordem. Eles buzinam, buzinam, andam na contramão, se batem, enfim. Eu ainda acho que tenho uma chance enorme de ficar surda ou morrer atropelada. Já falei em outro post, mas sinaleiras e faixas de segurança inexistem. Agora imagina isso numa cidade com 7mi de pessoas. E sim, também tem vacas. E rickshaws. E pessoas.
2. “Os indianos comem com as mãos”: nas casas e em locais típicos realmente se come com as mãos e não é necessariamente nojeeento. Em escolas ou comunidades mais tradicionais, a comida é servida numa folha de bananeira. Ainda assim, em restaurantes existem talheres, mas dificilmente facas. Como eles não comem carne, nem tem muito o que cortar.
3. Homens e mulheres: é bastante evidente a “superioridade” masculina na sociedade como um todo. Homens se abraçam o tempo todo, trocam carinhos, dão as mãos, etc. E isso não acontece com as mulheres. Elas andam de lado na moto, se seguram na moto e não encostam nos homens. Não há qualquer tipo de demonstração de afeto em público entre homem e mulher ou mesmo entre mulheres.
4. “E tudo uma sujeira”: é realmente bastante sujo. Tem lixo pra todo lado e pra eles o conceito de limpeza é, com certeza, muito diferente do nosso. Minha mãe ia infartar se andasse ou tivesse que comer por aqui. Os copos vem sempre sujos, mesmo em redes como Pizza Hut, onde tudo é bem mais limpo. E o engraçado é que eles convivem com a sujeira como se nada fosse. As vacas – leia-se sagradas – comem e vivem dentro do lixo. Já que é sagrada, podia ser tratada melhor, né?!
5. “É um país perigoso”: eu não senti medo nenhuma vez aqui, mesmo de noite. Claro que andar sozinha de rickshaw, por exemplo, é um pouco assustador, mas de uma maneira geral não traz uma sensação de insegurança como a que a gente tem no Brasil. Os indianos mesmo dizem que aqui eles tem muito mais medo de grandes ataques terroristas do que questões cotidianas, como assalto ou sequestro. Além do que, tem tanta gente por todos os lados que qualquer coisa é só gritar.
6. “A comida é muito apimentada”: fato, fato, fato. TUDO, veja bem, TUDO, tem curry, pimenta, açafrão, cominho e todas as milhares de especiarias que um ser humano pode imaginar. Eu, que adoro pimenta, quase não consigo comer, pq é realmente muito forte. E é engraçado, pq eles comem tanto isso que as pessoas cheiram a temperos. É bom que aí não vem mosquito Existe a opção de pedir com menos pimenta, mas eles nunca obedecem. Aí ontem encontramos uma tática:
-”Sir, is it spicy?”
-”No, mam”
-”Are you sure? I’m alergic”
-”Don’t you like pepper, mam”
-”I do Sir, but I can die if I eat”
-”Hmmm.”
7. “Indianos não comem carne”: realmente muitas pessoas são vegetarianas. Carne vermelha (de búfalo) só no Hard Rock. Eles comem muito frango (com curry) e em todos os restaurantes existem opções Veg e Non-Veg. Além disso, todo e qualquer produto é identificado: bolinha verde pra Veg e bolinha vermelha pra Non-Veg (até chiclete e Pringles tem!).
8. “A água é suja”: comprar água mineral aqui é MUITO barato, então não vale a pena arriscar. Pode-se comprar uma garrafa de 1L por 15 rúpias (50 centavos, mais ou menos) e refrigerante também é barato. Os locais tomam, mas as águas que eles servem de jarra é sempre meio turva e nunca se sabe de onde vem.
9. “A família é muito valorizada”: sim, sim. E isso é lindo. Todas as vezes que eu converso com qualquer indiano – principalmente crianças – eles perguntam o meu nome, o nome do meu pai, da minha mãe e se eu tenho irmãos. Se sim, querem saber o nome. Perguntam como eles são, se estão aqui comigo, o que fazem. Coisa mais fofinha.
10. “Indianos não se divertem”: que nada! Tem um monte de festa por aqui, até pq tem muito estrangeiro. A única diferença é que elas acabam por volta das 23h. Eles simplesmente acendem as luzes e colocam todo mundo pra fora. A festa do ano-novo acabou 00h30, pra ter uma ideia. Além disso, em festas é possível ver várias indianas com as pernocas de fora, apesar de não ser muito culturalmente aceitável.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Καλώς ήλθατε στην Ελλάδα (Bem-vindos à Grécia)
sábado, 31 de março de 2012
व्यक्ति पर एंजेला
quinta-feira, 22 de março de 2012
Gil na Colômbia!
quinta-feira, 15 de março de 2012
Luisa na Noruega.
Em janeiro e fevereiro de 2012, fui pra Noruega fazer trabalho voluntário. O time (de seis pessoas) ia a escolas dar workshops pra crianças e adolescentes sobre direitos humanos, multiculturalidade, tolerância, nossas próprias culturas. Uma coisa meio EduAction. Volta e meia, promovíamos atividades extracurriculares, tipo aulas de culinária.
Pra minha idade, eu achava que tinha feito bastante coisa. Tenho 20-pra-21 anos, trabalho como colunista da página final da revista Capricho (não, não é sobre Justin Bieber) e tô “en train de” publicação do meu segundo livro. Estudo Relações Internacionais e Ciências Sociais. Na Noruega (o IDH mais alto do mundo), num time de seis pessoas, uns workshops com umas crianças, seis semanas, todo mundo fala inglês. Pelamordedeus, quão difícil podia ser?
Foram seis semanas que inverteram tudo que eu sabia. Como trabalhávamos em dois times de três, o meu time tinha uma pessoa de cada continente. Quando fazíamos o planejamento, era engraçado como cada um tinha um conceito completamente invertido do que uma aula deveria ser, como ela poderia ser divertida, como um professor deve se comportar, quanto os alunos deviam falar. Eu me lembro de uma vez em que o chinês estava “hosting” um jogo com as crianças e, como eu só estava assistindo, me sentei no chão pra assistir. A russa correu em minha direção com os olhos arregalados perguntando se eu tava bem. Ué, claro que sim. Foi aí que eu ouvi: mas um professor sentar no chão…? Onde já se viu? Eu nem me considerava professora daquelas crianças e menos ainda achava um problema me sentar no chão.
Acho que o que mais aprendi foi a ouvir os sinais dos outros. Demorei uma semana pra perceber que a taiwanesa, minha colega de quarto, não entendia o que eu (ou um dos nossos hosts canadense) falava. Sempre achei muito normal isso de “se colocar na posição do outro” e blablabla, mas não é simples assim. Eu não posso simplesmente dizer “e se eu fosse uma taiwanesa de 18 anos de idade, como eu lidaria?”. Eu ia preencher os buracos que não vivi com coisas brasileiras. Pra brasileiros, é normal começar a gesticular e se meter na conversa sem entender. É meio arrogante “se colocar no lugar do outro”. Custei essa uma semana pra perceber que quando tinha um diálogo se desenvolvendo em inglês, a taiwanesa não ficava quieta por timidez. Ela não sabia do que estava sendo falado. Às vezes, perguntavam A, ela respondia sobre Y. Aliás, pra começo de conversa, ela tava lidando com um idioma do outro lado do mundo. Foi aí que eu comecei a parar de corrigi-la mentalmente sempre que ela dizia “close/open the light” (fechar/abrir a luz (pra apagar e acender), que em mandarim faz todo o sentido). Uma observação engraçada: eu mal tentei falar frases simples em mandarim porque sabia que estaria pronunciando muito errado.
A cidade onde eu fiquei é a maior cidade universitária da Noruega, ou seja, intercambistas não faltaram. Festas não faltaram. Gente se interessando e dando as dicas do que fazer e onde, sempre tive. Eu, a russa e a taiwanesa uma vez resolvemos fazer uma “girls night”. Foi exatamente igual às girls nights que eu tenho com as minhas amigas porto-alegrenses. Chocolate, sorvete, esmalte de unha, fofoca, comédias românticas, vodca (eu podia falar essa, mãe?) e por aí vai. Uma piadinha interna de nós três era sobre como barreiras culturais eram só uma brincadeira de mau-gosto. Hoje, nem acho que seja tanto uma brincadeira. As pessoas confundem “cultura” com “pessoa”. Todo mundo achava que eu ia passar trabalho com amizades. “Os noruegueses são muito frios”, eu ouvia. Mas passei mais trabalho me despedindo de tanta gente que eu sabia que não ia ver tão cedo.
Um time de seis pessoas do mundo inteiro, e eu sendo a única latina, não é exatamente fácil. Nem tudo foi margaridas douradas do campo, óbvio. Como falei, não dá nem pra culpar a nacionalidade de ninguém. É uma questão de lidar com pessoas. Aprendi muito nesse sentido e, sobre comunicação, então, nem se fala. Alguns chegavam duas, três horas atrasados e insistiam: they didn’t do anything wrong. E haja comunicação pra provar por A+B que o time inteiro pensa diferente. O time inteiro de pessoas, não nacionalidades. Mas dá pra resolver. Teve dois ou três momentos nos quais tudo que eu quis fazer foi sentar e chorar. Uma menina que coordenava o projeto chegou a se demitir por causa de um dos intercambistas.
Mas perdi a conta da quantidade de vezes que eu chorei de rir. Chorar de rir mesmo, de fazer o olho arder e tudo. Mergulhei no oceano gelado (minha casa era do ladinho da costa) e não morri no choque térmico; comi o melhor chocolate do mundo (dane-se a Suíça); provei culinária de umas nove nações; caí na neve quase todos os dias (e achei muito engraçado); provei presunto de rena e linguiça de cavalo; aprendi a diferença entre alce, rena e veado; vi um alce no meio do trânsito; dormi em aeroporto e em trem; falei de brazilian wax tantas vezes; achei neve muito linda e muito deprimente; arranjei onde ficar em uns trinta países; conheci um país com um jeito de funcionar todo diferente; ganhei abraços de gente que odeia contato físico; tive que imitar posições do kama sutra numa festa de aniversário; me peguei falando “ah, hoje nem tá tão frio, tá só zero grau”; fui a um carnaval gay pra ver as peruas escandinavas cheias do glitter; ganhei tantas histórias pra contar que nem preciso mais inventar na hora de escrever; senti saudades do sol e da fadinha que leva a minha roupa suja do banheiro. Acabei team leader da coisa toda e resolvi problemas que eu não sonhava ter. E me senti bem por isso. Eu não sabia que eu conseguia lidar com certas situações, com um time com motivações absurdamente diferentes. Experimentei um país e me experimentei ao mesmo tempo.
Eu me lembro que na minha entrevista, perguntaram por que eu queria estar naquele projeto. Usei muito a palavra “contribuir”. Queria contribuir. E, por mais que tivesse problemas no time, entregamos um maravilhoso projeto. Contribuí sim. Nós pedíamos às crianças feedback sobre os workshops, em post its, anônimos e tal. Li tantos (mas tantos) elogios, perguntas se a gente iria voltar, pedidos de “me adiciona no Facebook”, algumas crianças escreviam cartas enormes em norueguês (porque tinham dificuldade com inglês). Vi meus colegas de time se desenvolverem. O garoto chinês, nas primeiras semanas, mal conseguia dar ideias, aceitava tudo que eu dizia e mal conversava. Pela terceira semana, já dava pra ver a diferença; nele, nos meus colegas de time. E você vê que a diferença não foi só nas crianças, mas em tudo.
Eu não queria voltar pra Porto Alegre porque sabia que a Porto Alegre que eu ia encontrar não era a mesma que eu deixei. Não faria nada diferente nessas seis semanas. Se fosse, seria chegar antes.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Bruna na Turquia!!!
""Tudo começou em setembro de 2010, quando percebi que eu não queria passar o verão inteiro em Porto Alegre trabalhando em um estágio que eu não estava curtindo mais, que já não estava me acrescentando muita coisa. Então fiquei sabendo das incrições para o cidadão global da AIESEC. Como eu já conhecia algumas pessoas que faziam parte da AIESEC, não era completamente novo pra mim. Passei na seleção e me vi procurando vagas de trabalhos sociais em diversas partes do mundo, porém uma vaga em Istanbul foi a que mais me chamou atenção. Era uma vaga para dar aulas sobre o Brasil nas aulas de inglês do Ensino Médio em escolas turcas. A acomodação era em casa de família, tudo o que eu queria :) Depois de muito pensar, de muito esperar, ir atrás, finalmente eu estava com minha vaga garantida na maior cidade da Turquia. Confesso que nunca havia me passado pela cabeça em ir para a TURQUIA. Mal tive tempo de me preparar para a viagem, largar o estágio, arrumar a mala e eu já estava indo no avião.. cheia de dúvidas, de incertezas, com um frio na barriga pelo inesperado, pelo diferente que estava por vir... o medo da saudade da família, do namorado, das minhas gatas... E depois de 24 horas viajando, com uma das maiores amigdalites que já tive na vida, eu cheguei em solo turco. Felizmente eu estava com uma menina de Santa Maria, que também estava indo para o mesmo projeto que eu, o que amenizou muito a apreensão de chegar sozinha lá. Essa menina veio a se tornar uma amigona de verdade pra mim durante a viagem, e é até os dias atuais.
Durante o tempo que fiquei lá conheci muita gente de diversos lugares do mundo. Pois o projeto reunia voluntários de todos os lugares, e nos reuníamos nos finais de semana. Não tive Natal, pois não existe essa comemoração no islamismo.. até tinha uns Papais Noéis e tal, mas isso se remetia ao final de ano pra eles. Nas festas de ano novo alguns colocaram chapéus de Papai Noel (bem estranho hahaha). Fiquei meio triste porque estava longe, mas confesso que nem fiquei pensando muito nisso. No Reveillon, o pessoal da AIESEC Istanbul fez uma Home Party para nós trainees.




















