quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Descobrindo as Ilhas Maurício!!

Bom dia meus caros cidadões globais!

Hoje nos vamos conhecer um pouco da história do Bruno e da sua experiência nas Ilhas Maurício. Espero que vocês gostem. Um grande abraço!!


"Eu fiz 3 intercâmbios pela Aiesec, um atrás do outro (um corporativo na Estônia e dois sociais, na Dinamarca e Ilhas Maurício). Escolhi contar um pouquinho sobre o intercâmbio social (Cidadão Global) que fiz nas Ilhas Maurício, 1100 km a leste de Madagascar, no Oceano Índico.

                              Maurício: tamanho e população de POA, e quase tão bonita quanto

De dezembro de 2010 a fevereiro de 2011, participei de um projeto sobre sustentabilidade chamado Lead Green, onde morei em uma casa com outras 19 pessoas de tudo que é canto do mundo - Guatemala, Cazaquistão, Malásia, Alemanha, Índia, Egito, Hong Kong, e por aí vai. Convivemos bastante com pessoas de outros projetos também, e com aiesecos locais, que vinham nos ver literalmente todos os dias e tomaram conta de nós quase como se fôssemos seus filhos. Detalhe desnecessário: tínhamos apenas dois banheiros na casa =D. 

                              Lead Greeners numa visita a uma fazenda auto-sustentável

Buenas, nesse projeto, fomos divididos em 4 grupos: conservação da natureza, turismo sustentável, administração de resíduos e produção e consumo sustentável, que era o meu grupo. Recebemos palestras de diversas pessoas e ONG's ligadas à sustentabilidade em Maurício e fizemos muitas visitas de campo, em organizações, lugares turísticos, e até no aterro da ilha. Fizemos campanhas de conscientização com a população, demos palestras em três escolas, limpamos um lago em parceria com uma empresa de lá, produzimos um relatório sobre as nossas impressões e sugestões sobre sustentabilidade em Maurício e organizamos uma conferência com a presença do ministro do turismo para apresentar os resultados do nosso trabalho, comparar a realidade local com a dos nossos países de origem e discutir como Maurício pode dar vida ao conceito lançado pelo governo alguns anos atrás de "ilha sustentável"  isto foi feito através de um painel de discussão com alguns convidados, no qual eu fui o mediador (aparentemente, me acharam com cara de Lasier Martins).

                                                     Apresentando o projeto a externos

               Depois de limpar o que pudemos do lago (tava mais sujo que o Guaíba!)

O projeto teve vários probleminhas de organização e de agenda, como quase sempre acontece nesse tipo de experiência, diga-se de passagem, mas valeu demais a pena ter participado dele. Eu considero que, no fim das contas, nós acabamos aprendendo mais do que produzindo, apesar de termos causado um certo impacto (saímos no jornal e no rádio, instigamos organizações e membros do governo, algumas crianças iniciaram um grupo de pequenas ações sustentáveis depois de palestrarmos para elas, etc), mas, de qualquer maneira, foi o suficiente para me deixar muito interessado em temas ligados a sustentabilidade.

Por fim, além disso, é claro que nos divertimos muito, visitamos lugares paradisíacos, quase tão bonitos como Tramandaí e Arroio do Sal, e fizemos amizades pra vida toda com gente local e do mundo todo. Foi absolutamente fantástico e eu recomendo altamente a ida pra lá.

                                                        Blue Bay, sudeste da ilha

Curiosidades sobre o país: apesar de ser na África, Maurício parece mais uma mini-Índia do que qualquer outra coisa (a maioria da população é descendente de indianos, e há também mais árabes e chineses do que africanos propriamente ditos). Eles tem o segundo melhor IDH da África, a infra-estrutura nas cidades é meio precária, os carros são excelentes, se dirige do lado esquerdo da rua, o preço da passagem de ônibus depende de quantas paradas se anda, pessoas brancas tem privilégios nas festas, o comércio fecha cedo, a língua oficial é inglês, os jornais e TV são em francês e os habitantes falam em crioulo entre eles. Esta, aliás, é a língua do maior hit do país em 2011, a trilha sonora que escolhi para o vídeo que fiz sobre minha experiência lá:  http://www.youtube.com/watch?v=dGp0gvQcvfw 


Jantando com a família do meu buddy, o Krishna, antes do sol começar a fazer efeito em mim

O natal no exterior: com touquinhas amarelas, fizemos um amigo-secreto (idéia dos brazucas, pois a maioria do pessoal não conhecia a brincadeira nos moldes que é feita aqui) com a participação de alguns locais e com pratos cozinhados por várias nacionalidades presentes. Estar longe da família no natal pode soar triste, mas quando se tem uma outra e temporária família ao redor da qual se gosta muito, pode vir a ser ser tão ou ainda mais especial do que mais um natal no Brasil. Vale a experiência!


                           Merry Christmas!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Intercâmbio no Egito: Vivendo a revolução!

Bom dia meus queridos Cidadãos Globais!

Hoje nos vamos apresentar pra vocês a experiência da Gisele. Ela foi para o Egito no inicio deste ano, presenciou uma realidade totalmente diferente da que estamos acostumados, teve a oportunidade de ver de perto o inicio da Primavera Árabe no país e deixou a sua marca no Egito por uma sociedade melhor!

Ficou interessado na experiência da Gisele? Leia o depoimento dela e descubra um pouco do que ela viu, viveu e aprendeu!


“Fiz um intercambio de trabalho social  e optei pelo Egito por um motivo muito além das pirâmides e pontos turísticos, mas sim por ser um país africano de maioria muçulmana, uma realidade muito diferente da minha. Fui voluntária num projeto social que contava com mais quatro estrangeiros.  A proposta do projeto era conversar com alunos de ensino médio em Cairo a transição escola para a faculdade, bem como sobre habilidades de comunicação, trabalho em time, importância de atividades extra curriculares, e é claro falar um pouco sobre nossos países. Existem vagas disponíveis para participar deste mesmo projeto o qual participei, e que muito recomendo.
  

 A experiência foi incrível desde os primeiros dias, pois vivendo uma realidade totalmente diferente, aprendemos a relativizar mais, respeitar outros pontos de vista e ser mais flexíveis e abertos à diferente realidades. Aprendi sobre costumes locais, religião, língua, música e culinária. Ampliei muito minha visão de mundo, e também levei informações sobre o Brasil. 


De fato esperava muitas surpresas e desafios ao longo do intercambio, mas nada comparado ao que aconteceu: uma revolta em todo o país que mais tarde resultou na renuncia de um presidente há 30 anos no governo. Entendi através da realidade local o que eles reivindicavam, compreendi melhor os aspectos políticos, e por fim, presenciei um momento histórico, então posso dizer que tive uma “experiência completa”.
  

Acredito que o desenvolvimento pessoal e profissional se misturam e estão presente nas ações diárias. Destacaria o desenvolvimento profissional principalmente durante as sessões nas escolas, desde o planejamento do projeto bem como execução. Já o desenvolvimento pessoal acredito que começa desde a hora que decide fazer um intercambio, se propor a uma troca de experiências: tanto aprender sobre costumes locais quanto levar informações sobre o Brasil, e  assim conseguir valorizar  ambos os países.”


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O que é o Programa Cidadão Global?

 O Programa Cidadão Global proporciona uma experiência transformadora através de oportunidades de intercâmbio social em diversos projetos ao redor do mundo. O principal benefício oferecido pelo programa é a chance de vivenciar uma experiência voluntária e internacional ao mesmo tempo, contribuindo com o desenvolvimento pessoal e profissional de estudantes à medida que eles transformam-se em agentes transformadores do mundo.
Como intercambista da AIESEC, você imerge tão intensa e profundamente em outra cultura que se torna um cidadão global, incorporando traços, hábitos e crenças dessa cultura à sua própria bagagem. Assim, a AIESEC acredita que ao adquirir novas perspectivas você desenvolve muito mais que as competências atualmente exigidas pelo mercado de trabalho.
Embora o Programa Cidadão Global não seja turístico, nem esteja voltado ao aprendizado de idiomas, ambos os fatores são conseqüência das experiências pelas quais o estudante passa. Como seu envolvimento nas atividades do projeto não é integral, você dispõe de tempo livre para investir em outras atividades – inclusive conhecer a cidade e viajar pelos arredores.
Do mesmo modo, a inserção em um país onde a população dificilmente fala português assegura a prática do seu segundo idioma – seja ele espanhol, inglês, alemão, italiano, etc. O Programa Cidadão Global, portanto, oferece a experiência de intercâmbio intensa que você procura combinada com o diferencial que ela trará para seu currículo, a oportunidade de conhecer uma nova realidade e a prática de outro idioma – tudo ao mesmo tempo.