Hoje nos vamos conhecer um pouco da história do Bruno e da sua experiência nas Ilhas Maurício. Espero que vocês gostem. Um grande abraço!!
"Eu fiz 3 intercâmbios pela Aiesec, um atrás do outro (um corporativo na Estônia e dois sociais, na Dinamarca e Ilhas Maurício). Escolhi contar um pouquinho sobre o intercâmbio social (Cidadão Global) que fiz nas Ilhas Maurício, 1100 km a leste de Madagascar, no Oceano Índico.
De dezembro de 2010 a fevereiro de 2011, participei de um projeto sobre sustentabilidade chamado Lead Green, onde morei em uma casa com outras 19 pessoas de tudo que é canto do mundo - Guatemala, Cazaquistão, Malásia, Alemanha, Índia, Egito, Hong Kong, e por aí vai. Convivemos bastante com pessoas de outros projetos também, e com aiesecos locais, que vinham nos ver literalmente todos os dias e tomaram conta de nós quase como se fôssemos seus filhos. Detalhe desnecessário: tínhamos apenas dois banheiros na casa =D.
Buenas, nesse projeto, fomos divididos em 4 grupos: conservação da natureza, turismo sustentável, administração de resíduos e produção e consumo sustentável, que era o meu grupo. Recebemos palestras de diversas pessoas e ONG's ligadas à sustentabilidade em Maurício e fizemos muitas visitas de campo, em organizações, lugares turísticos, e até no aterro da ilha. Fizemos campanhas de conscientização com a população, demos palestras em três escolas, limpamos um lago em parceria com uma empresa de lá, produzimos um relatório sobre as nossas impressões e sugestões sobre sustentabilidade em Maurício e organizamos uma conferência com a presença do ministro do turismo para apresentar os resultados do nosso trabalho, comparar a realidade local com a dos nossos países de origem e discutir como Maurício pode dar vida ao conceito lançado pelo governo alguns anos atrás de "ilha sustentável" – isto foi feito através de um painel de discussão com alguns convidados, no qual eu fui o mediador (aparentemente, me acharam com cara de Lasier Martins).
O projeto teve vários probleminhas de organização e de agenda, como quase sempre acontece nesse tipo de experiência, diga-se de passagem, mas valeu demais a pena ter participado dele. Eu considero que, no fim das contas, nós acabamos aprendendo mais do que produzindo, apesar de termos causado um certo impacto (saímos no jornal e no rádio, instigamos organizações e membros do governo, algumas crianças iniciaram um grupo de pequenas ações sustentáveis depois de palestrarmos para elas, etc), mas, de qualquer maneira, foi o suficiente para me deixar muito interessado em temas ligados a sustentabilidade.
Por fim, além disso, é claro que nos divertimos muito, visitamos lugares paradisíacos, quase tão bonitos como Tramandaí e Arroio do Sal, e fizemos amizades pra vida toda com gente local e do mundo todo. Foi absolutamente fantástico e eu recomendo altamente a ida pra lá.
Curiosidades sobre o país: apesar de ser na África, Maurício parece mais uma mini-Índia do que qualquer outra coisa (a maioria da população é descendente de indianos, e há também mais árabes e chineses do que africanos propriamente ditos). Eles tem o segundo melhor IDH da África, a infra-estrutura nas cidades é meio precária, os carros são excelentes, se dirige do lado esquerdo da rua, o preço da passagem de ônibus depende de quantas paradas se anda, pessoas brancas tem privilégios nas festas, o comércio fecha cedo, a língua oficial é inglês, os jornais e TV são em francês e os habitantes falam em crioulo entre eles. Esta, aliás, é a língua do maior hit do país em 2011, a trilha sonora que escolhi para o vídeo que fiz sobre minha experiência lá: http://www.youtube.com/watch? v=dGp0gvQcvfw
O natal no exterior: com touquinhas amarelas, fizemos um amigo-secreto (idéia dos brazucas, pois a maioria do pessoal não conhecia a brincadeira nos moldes que é feita aqui) com a participação de alguns locais e com pratos cozinhados por várias nacionalidades presentes. Estar longe da família no natal pode soar triste, mas quando se tem uma outra e temporária família ao redor da qual se gosta muito, pode vir a ser ser tão ou ainda mais especial do que mais um natal no Brasil. Vale a experiência!







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