quinta-feira, 22 de março de 2012

Gil na Colômbia!

"Colombia es pasion!" Esse é o slogan do país e talvez a única coisa que eu soubesse quando desembarquei no Aeroporto El Dorado em Bogotá no dia 5 de janeiro de 2012. Eu nunca tinha pensado em ir para o país e, na verdade, ficava meio preocupado com as notícias que chegam de lá, geralmente sobre narcotráfico, guerrilhas e por aí vai... Mas como o Programa Cidadão Global serve também para conhecermos a realidade de um país, convenci meus pais e me mandei! E talvez tenha sido a melhor decisão que já tomei!
Logo na chegada deu para ver que a experiência seria incrível. Dez membros da AIESEC Javeriana e outros trainees estavam me esperando, com bandeiras do Brasil, cartazes, balões e um pandeiro! Não conhecia nenhum deles, mas sabia que todos já eram meus amigos e eram muito pilhados!


Como eu cheguei na primeira semana do ano, o lugar onde iria trabalhar e o todo pessoal da Aiesec estavam de férias e por isso pude conhecer muita gente e muitos lugares da cidade. Um desses lugares foi a Catedral de Monserrate que fica em cima de um morro. Bogotá já tem 2600m de altitude então vocês imaginam o “sofrimento” de subir esse morro a pé, mas deem uma olhada na foto e em todo o visual. Valeu muito a pena! 






Depois de uma semana de folga e diversão, o trabalho começou. E a minha mudança também. O trabalho da ONG em que fui trabalhar é construir casas populares de 25m² nos lugares mais pobres do país. Logo na primeira semana na ONG fomos visitar alguns desses lugares, nos arredores de Bogotá (Altos de La Florida), e realmente a situação é bem complicada. Muitas pessoas não tinham água, nenhum saneamento básico, nem nada. Nunca vi, nem na televisão, pessoas vivendo em condições tão precárias.


  Ainda assim dava gosto de estar lá, porque as pessoas da ONG traziam felicidade e esperança àquela gente, e eu era uma daquelas pessoas. Ver as crianças sorrindo só pela nossa presença é algo que não sei explicar com palavras.
Isso deu muita força a todos os trainees para trabalharmos muito pilhados. As primeiras casas a serem construídas não demoraram muito para acontecer, mas não foram em Bogotá. A primeira parada foi na periferia de Pereira (não era tão pobre como em Altos de La Florida), onde fomos construir 3 casas em um domingo de chuva. A viagem até lá demorou muito, a Colômbia é um país muito montanhoso e nossa Kombi estragou no meio da estrada, numa altitude de mais de 3 mil metros. Depois eu soube que passar trabalho nas viagens era comum, e isso deixava os voluntários ainda mais unidos. A construção das casas foi bem cansativa, mas excelente. Começamos às 7 horas da manhã e às 19 horas estamos entregando as chaves das casas às famílias contempladas. A emoção nessa hora também foi bem grande. 




Depois de lá, houve mais construções, sempre com emoções a flor da pele. O trabalho nessa ONG, a Fundación Catalina Muñoz, era de segunda a quinta das 8h as 17h30 e depois disso tinha aulas de gastronomia, danças e português que eram ministradas pelos trainees aos demais voluntários da ONG. Mas, além disso, nas sextas-feiras eu trabalhava em uma espécie de orfanato/febem do governo colombiano. As crianças eram levadas para lá por terem problemas em casa, e enquanto a justiça não decidia seus futuros, elas permaneciam lá, “presas”. Os aiesecos da @Javeriana perguntaram se eu não queria dar aula de futebol para as crianças, já que ter um professor brasileiro faz toda a diferença para crianças de 7 a 14 anos. Essa experiência também foi muito legal, aprendi que realmente é difícil correr na altitude e mais ainda tomar conta de uma turma de 30 crianças.





Como todo trabalhador merece umas férias, e o Caribe era logo ali, eu e os outros trainees, que foram as pessoas mais incríveis que convivi em todo intercâmbio, resolvemos passar uma semana nas praias paradisíacas e no calor do norte da Colômbia. As festas já eram rotineiras em Bogotá, imaginem no litoral caribenho?
Bom galera, esse é um resumo do meu X. É impossível escrever tudo que se passou! Tanto é que eu quase nem falei dos outros trainees, com os quais criei vínculos de amizade que vão durar para sempre e que foram minha família lá. Faltou também pessoas da @Javeirana que me deram a oportunidade de impactar diretamente a sociedade o que me ajudou a me desenvolver muito. Obrigado a todos e graças a esse intercâmbio agora eu sei muitas coisas desse país sul-americano, inclusive uma que eu já sabia: “Colombia es pasión!”



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