"Colombia es pasion!" Esse é o
slogan do país e talvez a única coisa que eu soubesse quando desembarquei no
Aeroporto El Dorado em Bogotá no dia 5 de janeiro de 2012. Eu nunca tinha pensado
em ir para o país e, na verdade, ficava meio preocupado com as notícias que
chegam de lá, geralmente sobre narcotráfico, guerrilhas e por aí vai... Mas
como o Programa Cidadão Global serve também para conhecermos a realidade de um
país, convenci meus pais e me mandei! E talvez tenha sido a melhor decisão que
já tomei!
Logo na chegada deu para ver que
a experiência seria incrível. Dez membros da AIESEC Javeriana e outros trainees
estavam me esperando, com bandeiras do Brasil, cartazes, balões e um pandeiro!
Não conhecia nenhum deles, mas sabia que todos já eram meus amigos e eram muito
pilhados!
Como eu cheguei na primeira semana do ano, o lugar onde iria trabalhar e o todo pessoal da Aiesec estavam de férias e por isso pude conhecer muita gente e muitos lugares da cidade. Um desses lugares foi a Catedral de Monserrate que fica em cima de um morro. Bogotá já tem 2600m de altitude então vocês imaginam o “sofrimento” de subir esse morro a pé, mas deem uma olhada na foto e em todo o visual. Valeu muito a pena!
Isso deu muita força a todos os
trainees para trabalharmos muito pilhados. As primeiras casas a serem construídas
não demoraram muito para acontecer, mas não foram em Bogotá. A primeira parada
foi na periferia de Pereira (não era tão pobre como em Altos de La Florida),
onde fomos construir 3 casas em um domingo de chuva. A viagem até lá demorou
muito, a Colômbia é um país muito montanhoso e nossa Kombi estragou no meio da
estrada, numa altitude de mais de 3 mil metros. Depois eu soube que passar
trabalho nas viagens era comum, e isso deixava os voluntários ainda mais
unidos. A construção das casas foi bem cansativa, mas excelente. Começamos às 7
horas da manhã e às 19 horas estamos entregando as chaves das casas às famílias
contempladas. A emoção nessa hora também foi bem grande.
Depois de lá, houve mais
construções, sempre com emoções a flor da pele. O trabalho nessa ONG, a
Fundación Catalina Muñoz, era de segunda a quinta das 8h as 17h30 e depois
disso tinha aulas de gastronomia, danças e português que eram ministradas pelos
trainees aos demais voluntários da ONG. Mas, além disso, nas sextas-feiras eu
trabalhava em uma espécie de orfanato/febem do governo colombiano. As crianças
eram levadas para lá por terem problemas em casa, e enquanto a justiça não
decidia seus futuros, elas permaneciam lá, “presas”. Os aiesecos da @Javeriana perguntaram
se eu não queria dar aula de futebol para as crianças, já que ter um professor
brasileiro faz toda a diferença para crianças de 7 a 14 anos. Essa experiência
também foi muito legal, aprendi que realmente é difícil correr na altitude e
mais ainda tomar conta de uma turma de 30 crianças.
Como todo trabalhador merece umas
férias, e o Caribe era logo ali, eu e os outros trainees, que foram as pessoas
mais incríveis que convivi em todo intercâmbio, resolvemos passar uma semana
nas praias paradisíacas e no calor do norte da Colômbia. As festas já eram
rotineiras em Bogotá, imaginem no litoral caribenho?
Bom galera, esse é um resumo do
meu X. É impossível escrever tudo que se passou! Tanto é que eu quase nem falei
dos outros trainees, com os quais criei vínculos de amizade que vão durar para
sempre e que foram minha família lá. Faltou também pessoas da @Javeirana que me
deram a oportunidade de impactar diretamente a sociedade o que me ajudou a me
desenvolver muito. Obrigado a todos e graças a esse intercâmbio agora eu sei
muitas coisas desse país sul-americano, inclusive uma que eu já sabia:
“Colombia es pasión!”








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