quinta-feira, 12 de abril de 2012

Καλώς ήλθατε στην Ελλάδα (Bem-vindos à Grécia)

Hoje vamos falar sobre a Ilha de Quios, na Grécia. A ilha, situada no mar de Egeu, fica bastante próxima da Turquia e tem em torno de 52.000 habitantes. Era de lá que a estudante de Jornalismo da UFRGS Ana Elizabeth Soares voltava há exatamente um ano, depois de dois meses fazendo trabalho voluntário.  Ana Elizabeth conta para o Blog da AIESEC as mudanças que o intercâmbio trouxe pra ela e dá dicas de viagem para quem pretende explorar a região.

Natural de Bagé (RS) e apaixonada por culturas, gastronomia e história, Ana Elizabeth não poderia ter escolhido um destino mais acertado para viver seu intercâmbio do que a Grécia. A gaúcha de 22 anos trabalhou em um projeto chamado School P. Box. Nele, junto com outros três jovens do Panamá, Romênia e República Tcheca, ela lecionou aulas e pequenas palestras sobre diversidade cultural, sustentabilidade e liderança jovem para estudantes de escolas públicas em diversos povoados da ilha. O projeto nasceu na entidade da AIESEC na Ilha de Chios e acabou ganhando proporção nacional, sendo repetido em diversas cidades da Grécia. Para Ana Elizabeth, que sempre teve vergonha de falar em público, o projeto foi uma chance única. “De repente, me vi na frente de uma turma inteira de pré-adolescentes tendo que tentar passar algum conhecimento em outra língua, o inglês. E o que acabou acontecendo foi uma troca incrível de histórias, culturas e muito conhecimento”, afirma.


                           Ana entre outros intercâmbistas da AIESEC na Grécia
O tempo de Ana na Grécia também foi marcado pela situação econômica instável no país. A estudante de Jornalismo diz não ter sentido o abalo na economia dentro da Ilha em que morou, mas presenciou manifestações, tanto da crise quanto da população, na capital do país. “Dava pra ver que o preço das coisas era bem menor comparado ao padrão europeu. Vi várias manifestações na Praça Syntagma, em Atenas, mas tudo muito pacífico”, conta. Para ela, a maioria das imagens transmitidas pela TV representa apenas uma parte do que realmente acontece no país.  A gaúcha também conta que, mesmo em crise, o país se mantinha organizado. “Existe até um site que informa os dias e horários que o transporte público vai parar”, relembra.“Os jovens gregos também sempre me pareceram bem interessados e ativos em relação à situação toda. Sempre me perguntavam como o Brasil passou de devedor do FMI a uma das maiores economias do mundo”, acrescenta.
O intercâmbio para Ana não foi só uma oportunidade de conhecer outro país em meio a uma crise econômica, mas a chance de conhecer melhor e participar mais ativamente da AIESEC. “Tudo que eu aprendi lá, tanto da AIESEC como da vida, eu vou levar para sempre junto comigo”, conta a estudante, que afirma ter voltado uma pessoa melhor, encarando todas as circunstâncias da vida como oportunidades de aprendizado e crescimento.

                                               Ana com seus alunos
Um ano depois de voltar da Ilha de Chios, Ana Elizabeth sabe que não foi só o projeto ou o país que impactou a sua experiência por lá. Para Ana Elizabeth, o que mais marcou seu tempo na Grécia foram as pessoas.  “Cada segundo vivido lá. Cada pessoa que conheci. Cada lugar que eu passei. Cada amizade que eu fiz. Cada coisa que aprendi. Mesmo um ano depois, as lembranças estão mais vivas do que nunca”, afirma.
Pensando em ir para a Grécia? Confira as dicas da Ana Elizabeth sobre o país e sobre a Ilha de Chios.
Cidade/País: Ilha de Chios – Grécia
Moeda: Euro
Língua: Grego
Quando você foi: Janeiro a Março de 2011
Lugar preferido: São vários! O país inteiro é muito especial, a cultura rica demais. Mas sem poder sair do clichê preciso citar a Acrópolis e o centro histórico de Atenas. Sou apaixonada por história e aquele lugar é mágico demais.
Parada obrigatória: Em Chios, as praias, o porto, o farol, os cafés, o castelo…
Uma curiosidade: Nunca imaginei que a cultura grega fosse tão próxima da turca. Fiquei numa ilha que já pertenceu à Turquia durante muito tempo e as similaridades nas comidas, costumes e cultura em geral são imensas.
Um choque cultural: Os gestos! Aqui a gente balança a cabeça de um jeito pra dizer não, lá é de outro bem diferente. Várias vezes achei que as pessoas estavam concordando comigo quando na realidade estavam dizendo não!
Uma similaridade inesperada: As pessoas, o calor humano! Os gregos são um povo muito legal, querido, atencioso e educado! Sem contar que adoram fazer uma festa!
Dicas importantes: Tire proveito das diferenças e das dificuldades. Use cada momento para aprender um pouco mais, não se abale com pouca coisa e viva cada segundo intensamente!
Um prato: Souvlaki! Simplesmente a melhor comida grega. É o churrasquinho grego (aquele que gira) de porco com batata frita, cebola roxa, tomate, tzatziki (molho a base de iogurte com pepino e hortelã) enrolado num pão pita (tipo árabe). No mais, todas as comidas que provei, doces e salgadas, são maravilhosas.
Uma bebida: Ouzo, bebida típica grega. Ela tem sabor de anis e fica com aspeto leitoso quando a gente coloca gelo. Tinha também um vinho quente com mel que parecia o quentão brasileiro e era delicioso.
O melhor: As pessoas, os lugares, a cultura.
O pior: Às vezes não tinha água quente nos dormitórios da universidade! Apesar de crise ou de qualquer outra coisa, não vejo pontos negativos na Grécia.
Uma pessoa que vai pra Grécia tem que estar preparada para… Tomar um banho de história, de cultura, de lugares lindos, de pessoas incríveis.
Não pode faltar na mala: Energia, curiosidade, vontade, cabeça e coração abertos.

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